Falta de Respeito ou Provocação criativa?

Olá senhoras e senhores, como passaram o dia das Bruxas?

Resolvi trazer hoje um ponto bastante interessante para nossa discussão. Como todos devem ter visto, na semana passada (se não me engano), o Burger King fez uma brincadeira ao “fantasiar” suas lojas e seus lanches de Mc Donald’s! Uma provocação clara ao maior concorrente da rede de fast-food.

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Atitude bastante similar que a PEPSI teve alguns anos atrás, se o Google não me deixa mentir em 2013. Mesmo conceito, mesma ideia: fantasiar o produto com a “embalagem” do concorrente. O que me leva a pensar: será que no Brasil isto seria liberado?

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Para nossa sorte ou azar, temos aqui no Brasil um órgão fiscalizador chamado de CONAR, que é uma organização não governamental que fiscaliza e regulamenta qualquer tipo de propaganda no nosso querido Brasil-sil. Uma atividade necessária, e sem dúvida nenhuma, honrosa. Porém, será que a instituição tem acompanhado todas as mudanças que o público de hoje possui?

Não me entenda mal, senhores excelentíssimos, tradicionais, que praticam publicidade no país desde tempos de 1900 e guaraná com rolha. Os senhores foram e continuam sendo importantes, foram a vanguarda de toda nossa profissão, porém os tempos mudaram, o público mudou. Seja isso algo bom ou não, nos dias de hoje, com todas as mídias digitais presentes em nosso cotidiano, com a famosa “viralização” das campanhas, o humor e a provocação, são vistos como ferramentas potentes para atingir o público. Afinal, quem não se lembra do recente #Milkfake, ou da incomparável campanha do Digitau, e se caminharmos alguns anos atrás da lenda dos Pôneis Malditos? Todos tiveram seus problemas com nosso bom e velho CONAR e todos, sem exceção, foram um sucesso de audiência, engajamento, muito bem produzidos. Tanto é verdade que até hoje, Novembro de 2016, continuamos falando a respeito!

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Não sou radical a ponto de falar que não é necessário um órgão para fiscalizar, deve sim existir e ficar de olho. As pessoas cometem excessos sejam eles com ou sem intenção, e ninguém deve estar acima disso. Porém, algo deveria ser revisto. Em termos práticos o que ocorre é que o próprio sistema cria uma barreira para que campanhas tão geniais quanto à do Burger King sejam criadas em solo tupiniquim, sem antes mesmo terem sido produzidas. Nossos profissionais possuem tanta capacidade ou mais para criar, só nos falta a liberdade para tal.

E você o que acha a respeito do tema? Já sofreu alguma censura em alguma campanha? Qual é o nível de liberdade que nosso mercado deveria ter?

Daniel Peres Autor

Hey, listen!

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