Não dependa da musa inspiradora! 4 Lições sobre criatividade

Afinal, onde vive a tal da criatividade? Talvez o santo graal da comunicação, porém presente em absolutamente todas as áreas, nichos e mercados, a criatividade, é pauta recorrente em diversas mídias. Muitas vezes apontada como um dom ou até talento (certo luxo de alguns profissionais), a criatividade está deixando de ser uma habilidade “desejável”, e assumindo o papel de protagonista deste novo mercado tão dinâmico e com sede de inovação.

Mas, viver nesta era da informação, com novos conhecimentos pulando de janela em janela praticamente todos os dias, fica cada vez mais improvável sustentar “mitos profissionais” baseados em senso comum, não é? Está aí Murilo Gun e companhia para provar.

E refletindo sobre como este assunto afeta o meu dia a dia, principalmente na área de criação, procurei destacar 4 lições simples que aprendi com decorrer da minha carreira, mas que me ajudaram muito, a crescer como profissional.

1°- Antes da Criatividade vem à atitude

Uma lição que felizmente aprendi cedo, ainda nos tempos de faculdade, foi que: antes da criatividade vem à atitude. Muitas vezes, após apresentar alguns trabalhos, eu voltava para casa carregando aquela sensação de que não apresentei o meu melhor. E por mais que eu procurasse melhorar meus trabalhos, os resultados eram sempre os mesmos. Apenas aumentando o loop da minha frustação. Porém, logo percebi que quando o assunto é ser mais criativo primeiro é preciso desenvolver a atitude correta. Estar preparado para sair do conforto sempre que necessário, não se contentar com o óbvio e, principalmente, procurar soluções no lugar de desculpas. O que nos leva a lição número 2.

2°- Procure a criatividade fora da sua zona de conforto

Como dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

É verdade que, dentro da agitada jornada de trabalho atual, tendemos a buscar as soluções mais rápidas e fáceis disponíveis no momento. Até aí tudo normal, parte do cotidiano de todas as profissões. Mas a raiz do problema começa quando surge um dos males do mundo moderno, a comodidade.

Seja o designer que cria diversas opções, mas nenhuma parece boa, ou até o jornalista que escreve e apaga sem parar o mesmo texto, uma coisa é fato: ninguém está livre da comodidade. Acredito que, todo profissional já passou por aquela desagradável sensação de estagnação. Essa sensação nada mais é, do que a saturação de ideias e possibilidades. Sua mente já está carregada demais com as mesmas ideias de sempre, os conceitos de sempre e os caminhos de sempre.

Parece óbvio, mas depois de usar os mesmos recursos muitas vezes, “o poço seca” e tudo aquilo começa a perder o rendimento naturalmente. Por isso, esteja sempre pronto para sair da sua zona de conforto para buscar novas ideias, conceitos, e referências. Explorar é um conceito chave quando o assunto é encontrar novas respostas e possibilidades.

3°- A criatividade vive em uma garrafa sem rótulos

“Viver com base em rótulos, é viver em limitação”. Confesso que sempre achei engraçado o rótulo de “somos criativos” ou “sou criativo”. Toda essa “guerra” das agências e empresas pelo titulo divino da criatividade, nunca fez muito sentido pra mim. Afinal, se você gasta tempo gritando para o mundo o tamanho da sua criatividade, no final das contas você pode estar perdendo um tempo precioso de criação, pesquisa e desenvolvimento.

Em vez disso, que tal procurar ser mais “livre”? Talvez se policiar para romper paradigmas que muitas vezes travam e atrapalham o pensamento criativo. Acabar com aqueles pensamentos automáticos de “isso é brega”, ou até “isso é muito óbvio”. É incrível como podemos nos surpreender quando o “óbvio” nos joga em direção a algo criativo e inovador, temos, por exemplo, o Ipod para provar.

4°- Insights vêm de referências e não do “universo”

O tempo é cada vez mais um ativo em forma de luxo, por isso não perca seu tempo, esperando boas ideias caírem do céu direto no seu colo, ou na sua cabeça, não é mesmo Sir Isaac Newton? Rs rs.

Em vez disso, procure lembrar que: nada novo vem pronto, seja uma ideia, um conceito ou até um produto. Grandes ideias vêm em “pedaços”. Por isso, o grande “pulo” está em juntar esses pedaços e lapidar o que se formou. O óbvio e careta pode se transformar em uma grande inovação, somada às referências certas. Lembrem-se: referências nunca são demais, procure o máximo possível e com a maior diversidade possível. Porque afinal, boas ideias e bons insights estão em todo lugar.

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